Grupo de Trabalho para a Inovação e Criatividade na Educação Básica

Identificar e divulgar práticas inovadoras para a criatividade na educação básica brasileira a fim de incentivar as escolas a promover a produção de conhecimento e cultura pelos próprios estudantes, bem como o desenvolvimento integral. Esse é o objetivo do Grupo de Trabalho Nacional para a Inovação e Criatividade na Educação Básica, instituído no última dia 21, terça-feira, pelo Ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

A Assessora Especial do Ministro e coordenadora do grupo de trabalho, Helena Singer, explica que a ideia é criar uma rede que envolva pessoas de todas as regiões do Brasil e que já são referências na área de inovação e criatividade na educação básica. “Eles irão pensar as diretrizes do que vai ser uma iniciativa que favoreça a inovação e a criatividade na educação básica”, afirma Helena. O GT é formado por 16 pessoas, entre especialistas e professores, que terão a missão de criar grupos regionais para identificar práticas criativas. Maria Antônia Goulart, coordenadora geral do Movimento de Ação e Inovação Social (MAIS) e do Movimento Down, é uma das especialistas que integram o grupo.

O GT também será responsável pela criação de meios de divulgação desses projetos inovadores, tais como sites, blogs, redes sociais, entre outros. “Procuramos a inovação em alguns aspectos específicos, como o uso das novas tecnologias numa perspectiva que reconhece que os estudantes também são autores”, conta Helena. O MEC hoje busca experiências com os usos das tecnologias tendo os alunos como protagonistas e assim promovendo a produção de conhecimentos e de cultura para gerar o desenvolvimento integral para sinalizar como exemplos do que pode ser feito pelas demais escolas brasileiras.

“Não é simplesmente usar as novas tecnologias no contexto da sala de aula, mas reconhecer que hoje as crianças, os adolescentes e os jovens são bastante ativos nas redes sociais”, afirma Helena. “Eles debatem os assuntos que lhes interessam online, fazem filmes no celular, tiram fotos, fazem aplicativos. Então as escolas e as instituições educativas que fazem uso disso, que reconhecem que os estudantes são produtores de cultura e de conhecimento, vão poder trabalhar o novo currículo a partir desses interesses e dessa potência dos estudante.